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Dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apresenta. O agente da dengue é um vírus de RNA do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae, e que se apresenta sob quatro sorotipos distintos: DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4. A família Flaviviridae possui 70 espécies, dentre elas o vírus da febre amarela. Um dado de importância diagnóstica é que todos os flavivírus têm epítopos em comum no envelope protéico, o que possibilita reações cruzadas em testes sorológicos.
A dengue em sua forma clássica ocorre após um período de incubação de, aproximadamente, 5 a 7 dias e inicia-se com febre alta (39º a 40º), abrupta, acompanhada de calafrios, cefaléia (frontal ou retro orbital), mialgia, prostração intensa, rash cutâneo, mais freqüentemente macular e, às vezes, escarlatiniforme (poupando palmas das mãos e pés). É importante lembrar que a intensidade e a gravidade das manifestações estão relacionadas à idade do paciente. Assim, crianças tendem a apresentar formas mais leves da doença, sendo em 80% dos casos assintomática. Entretanto, quando se manifesta clinicamente, a criança apresenta febre alta acompanhada de apatia, sonolência, recusa alimentar, vômitos e diarréia, sintomas estes semelhantes a outras viroses, o que dificulta a diferenciação clínica.
As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma clássica. Entretanto, após o 3º dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), dentre outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

Após a infecção, a imunidade permanente é adquirida apenas para um mesmo sorotipo do vírus, sendo possível a ocorrência de reinfecções pelos outros sorotipos. Entretanto, após a primoinfecção, ocorre imunidade cruzada transitória entre sorotipos diferentes. Distinguem-se dois tipos de resposta imune ao vírus da dengue: a primária, em que prevalece a IgM em relação à IgG e a secundária, em que prevalece a produção de IgG. Vale ressaltar que pacientes que já apresentaram infecções por flavivírus, vacinados contra febre amarela e crianças que receberam anticorpos da mãe, por exemplo, apresentarão padrão de resposta secundária.
O diagnóstico da dengue em humanos é feito com base em dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. O diagnóstico laboratorial é realizado tanto com exames inespecíficos (hemograma, contagem de plaquetas, coagulograma, provas de função hepática e dosagem de albumina sérica), como específicos (testes de isolamento viral, sorológicos para pesquisa de anticorpos, pesquisa de genoma do vírus, pesquisa de antígeno NS1 ou ainda estudo anatomopatológico seguido de pesquisa de antígenos virais por imunohistoquímica). Como principal exame inespecífico, destacamos o hemograma mostrando leucopenia, por vezes intensa (contagens inferiores a 2,0×109/l leucócitos), neutropenia com presença de linfócitos atípicos e trombocitopenia, com valores abaixo de 100×109/l plaquetas. Dentre os exames específicos, destacamos os testes sorológicos para pesquisa de anticorpos e antígenos como sendo os mais rápidos e mais utilizados. Conforme apresentado no gráfico, níveis de IgM apresentam-se aumentados após o 6º dia do início da doença até o seu pico máximo, que ocorre em torno do 10º dia, com posterior declínio até se tornarem não detectáveis por volta do 70º dia. Já as imunoglobulinas IgG, aparecem um ou dois dias após as IgM, e geralmente permanecem em níveis detectáveis pelo resto da vida, conferindo imunidade permanente para o sorotipo específico. O antígeno NS1, por sua vez, aparece já no 1º dia de infecção mantendo-se em níveis detectáveis aproximadamente até o 9º dia.

Estudos demonstram que o método de pesquisa de antígeno NS1 tem alta sensibilidade e especificidade em comparação com outras técnicas diagnósticas. Além disso, por possibilitar a confirmação diagnóstica precoce da doença, permite o aprimoramento do manejo clínico dos pacientes.

 

A Bioclin disponibiliza em sua linha dois produtos distintos para o diagnóstico da dengue: os kits Dengue NS1 e Dengue Bio.

Dengue NS1
• Método imunocromatográfico para detecção qualitativa de antígeno NS1 em sangue total, soro ou plasma.
• Sensibilidade clínica 94,39% e Especificidade 99%

Dengue Bio

• Método imunocromatográfico rápido para detecção qualitativa de anticorpos IgM e IgG para o vírus da Dengue em sangue total, soro ou plasma.

A presença destes anticorpos ajuda a diferenciar entre infecção primária e secundária.

• Sensibilidade clínica 95,8% e Especificidade 100%

Para mais informações, entre em contato com o SAC através do 0800 031 5454.