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#10 – Erros pré analíticos

Fala comigo, Bioclientes!
E aí pessoal, beleza? Aqui é o Gustavo e esse é o seu Bioclin On Cast. Hoje eu vim aqui pra falar de um assunto super importante na rotina laboratorial: são os erros pré analíticos.
Pensa aqui comigo: o objetivo mais importante da medicina diagnóstica é garantir um atendimento seguro, com resultados rápidos e confiáveis, não é mesmo? E esses resultados são responsáveis por quase 75% da avaliação médica, ou seja, isso representa três quartos das considerações totais do quadro de um paciente. Então é muito importante o cuidado e a atenção para que os erros na fase pré-analítica sejam totalmente minimizados, porque aí o laboratório pode garantir a sua confiabilidade.
A fase pré-analítica se inicia lá na solicitação das análises, ela passa pela obtenção das amostras e antecede o processamento do analito. Essa fase tem duas etapas: a primeira é a preparação do paciente e isso inclui as instruções, a identificação, o cadastro. A segunda é a coleta do material biológico que envolve a identificação da amostra, a triagem, o transporte, o armazenamento e a verificação da qualidade.
A gente tem que pensar que não adianta nada contar com o melhor laboratório de diagnóstico, com os equipamentos mais caros e os profissionais mais capacitados se essa fase pré-analítica não for levada em consideração. Se a amostra tá ruim, todos os resultados a partir dela também serão ruins, ou seja, não vai refletir a condição real do paciente. Então pessoal, a qualificação desses profissionais também é muito importante porque como existem muitos processos manuais, a maioria desses erros acontecem nessa fase inicial e isso pode ser determinante para um diagnóstico errado.
Bom, então vamos falar mais de cada um desses erros e dos cuidados que tem q ser tomados beleza? Beleza.
A solicitação dos exames é fundamental para um diagnóstico correto. É importante que o médico ou o laboratório forneçam todas as instruções necessárias para a realização do exame como por exemplo, a necessidade de se realizar um jejum prolongado, restrição de atividades físicas, consumo de medicamentos, uso de drogas ilícitas e até mesmo a ingestão de álcool. E aí muitos pacientes que não sabem, usam a bebida alcóolica até dois dias antes da análise e isso acaba comprometendo bastante os resultados por exemplo de um exame de Triglicérides. Então, é melhor ficar atento: talvez a segunda-feira não seja o melhor dia para a coleta de amostra, porque se caso vc tenha exagerado um pouco no fim de semana, o corpo tem que eliminar completamente o álcool do organismo antes de qualquer exame.

Os profissionais do laboratório têm que ficar atentos a isso e fazer as perguntas certas pro paciente, pedindo inclusive que voltem para a coleta em dois ou três dias dependendo do que consumiram no dia anterior. O responsável pela coleta também tem que questionar sobre o tempo de jejum, se o paciente usou algum medicamento que pode interferir em algum resultado ou se praticou alguma atividade física. O cadastro do paciente tem que ser conferido de acordo com a solicitação médica, e também tem que incluir informações como a idade e o gênero.
Pode acontecer também pessoal o erro na coleta e na identificação das amostras. E aí pra evitar isso, o profissional tem que primeiro, conferir a solicitação do exame, separar todo o material necessário, observar a posição do paciente e orientá-lo da melhor forma. Nesse momento inicial, também tem que observar a sequência correta dos tubos, qual o anticoagulante que vai ser usado, qual o volume do sangue que vai ser colhido, o tempo de garroteamento, se a técnica de punção tá correta, se a identificação das amostras está adequada e por último, fazer a homogeneização dos tubos depois da coleta.
Já na etapa de processamento das amostras é importante verificar o tempo de centrifugação, o armazenamento, a conservação, hemólise das amostras. Tem que tomar um cuidado especial com as amostras obtidas para as dosagens de componentes sensíveis a luz como por exemplo as dosagem de bilirrubinas.
O tempo de transporte e o armazenamento também tem que ser observados viu pessoal?! A estabilidade de uma amostra sanguínea é definida pela capacidade dos seus elementos de se manterem nos valores iniciais, dentro dos limites de variação aceitáveis por um determinado período de tempo e temperatura.
É por tudo isso que os laboratórios devem estabelecer critérios bem definidos para a aceitação ou rejeição das amostras antes de iniciar a avaliação do exame. Porque quando identificados, a grande maioria desses erros causa enormes transtornos ao laboratório e ao paciente, além de custos desnecessários e até a perda de credibilidade da empresa. Então pessoal para ter resultados satisfatórios e seguros o mais importante é padronizar todos os processos, desde a solicitação médica até a liberação de resultados. A busca por essa melhoria é que traz precisão e confiabilidade ao laboratório.
E é por isso que a BIOCLIN está sempre atenta para que erros pré-analíticos não influenciem no processo de validação dos nossos produtos e nos ensaios de Controle de Qualidade. Não é à toa que nossos kits são sempre aprovados nos ensaios de Proficiência de órgãos renomados e reconhecidos pelo mercado. A gente aqui sabe da importância de preservar todas essas etapas do processo produtivo e analítico, o que garante a segurança, a qualidade e a confiabilidade para nós e para vocês, clientes.
Bom pessoal, esse é o nosso décimo podcast e a gente quer agradecer aos nossos colaboradores que vem contribuindo tanto para o sucesso desse canal. São eles a Bárbara Cristina, o Evandro Santos, o Hugo Coelho, a Isabelle Vilela, o Leonardo Freitas, a Patrícia Araújo, o Rafael Calixto e a Viviane Marques. A toda essa equipe o nosso muito obrigado!!
E hoje eu vou ficando por aqui, mas se vc quiser saber mais sobre qualquer um dos produtos Bioclin, não deixem de entrar em contato conosco através dos nossos canais de atendimento: bioclin.com.br ou através do nosso SAC 0800 031 5454.
E mais uma vez, um bom trabalho a todos, e continuem acompanhando o Bioclin On Cast, o podcast do diagnóstico.