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#11 – Qualidade da água

Fala comigo Bioclientes!
Oi pessoal, tudo bem? Aqui é o Gustavo, pesquisador da Bioclin e este é o seu Bioclin On Cast.
Hoje eu vim falar de um tema muito simples, pouco comentado, mas de grande importância pros laboratórios clínicos atualmente: a qualidade da água.
Você já parou pra pensar porque que a água utilizada nos laboratórios precisa ser avaliada? E você sabe porque é necessário usar uma água purificada para realizar os testes bioquímicos?
Pois é, essa qualidade da água pode fazer uma diferença muito grande. Pode até comprometer alguns resultados.
Então vamos conversar mais um pouco sobre isso. A água potável possui íons, como cloro, cálcio, magnésio, substâncias ácidas e básicas e substâncias orgânicas que são consideradas impurezas, porque em estabelecimentos de saúde, essas substâncias podem interferir nas finalidades da utilização da água.
Ou seja, a gente pode dizer que na água potável existe, além de possível presença de microorganismos, impurezas químicas que são orgânicas e inorgânicas e que comprometem a sua pureza.
E aí trazendo essa informação para a nossa rotina laboratorial, a gente percebe que a utilização dessa água contendo esse tipo de impureza, pode causar interferências nas reações químicas. Isso pode levar a resultados inadequados, tanto em testes manuais quanto em testes automáticos. E a gente pode destacar essa influência de impurezas químicas da água em testes para análises de Cálculo Renal, de íons como Cloretos Colorimétricos, Magnésio, Cálcio, Ferro, entre muitos outros.
Esse mesmo risco também se aplica aos equipamentos de Bioquímica, porque a água utilizada para a limpeza das agulhas e tubulações precisa ser de baixa condutividade, praticamente isenta de íons porque a presença deles também pode interferir nos resultados.
E pensando no funcionamento do equipamento, a mesma agulha que leva um reagente ao recipiente de reação é lavada com água e depois leva a amostra a este mesmo local de reação. Então essa lavagem da agulha precisa garantir que não está transferindo impurezas da água para a reação, não é? Entendeu a importância?
A gente tem que lembrar também que os tubos de ensaio utilizados pra realização dos testes manuais, principalmente testes de íons, se não forem bem lavados e enxaguados, podem apresentar resíduos de matéria orgânica, de detergentes, álcool e íons. Então pessoal, por esses motivos que é muito recomendado o uso da água purificada nos estabelecimentos de saúde.

A 5ª edição da Farmacopeia Brasileira, de 2010, recomenda que a água purificada deva ser empregada como “excipiente na produção de formas farmacêuticas não parenterais e em formulações magistrais, na lavagem de materiais, preparo de soluções, reagentes, meios de cultura, tampões, diluições, análises clínicas, técnicas por Elisa ou radioimunoensaio, aplicações diversas na maioria dos laboratórios, principalmente em análises qualitativas ou quantitativas menos exigentes.”
E é por isso que atualmente os órgãos reguladores, como as Visas Estaduais e Municipais, têm cobrado que os estabelecimentos de Saúde realizem a análise da água.
Não adianta você trabalhar com os melhores reagentes, com os kits mais confiáveis, ótimos equipamentos, técnicos capacitados se a água não estiver adequada. O importante é não comprometer os resultados e a confiabilidade final.
Você sabia que a Bioclin possui o Kit Água Purificada? Sempre atenta a proporcionar aos laboratórios as melhores soluções em diagnósticos, a Bioclin foi pioneira no desenvolvimento de um kit simples e prático que auxilia na avaliação da qualidade físico-química da água, por meio da realização de duas reações colorimétricas: Acidez e Alcalinidade e Substâncias Orgânicas. Estes dois testes, associados à medida da condutividade permitem que seja verificado rapidamente a adequação da água quanto aos parâmetros exigidos na Farmacopeia Brasileira para detecção de contaminação química orgânica e inorgânica. No teste de acidez e alcalinidade é utilizado um indicador de pH que altera a coloração da solução conforme o pH apresentado e o uso de controles asseguram a confiabilidade dos resultados. O teste de substâncias oxidáveis substitui o TOC para identificação de impurezas orgânicas. E aí, na presença dessas substâncias, o reagente de permanganato de potássio sofre redução e descora completamente. Isso gente, de forma rápida e visível a olho nu. Sem a necessidade de equipamento específico você consegue detectar se a água está dentro da faixa de pH recomendada e isenta de substâncias orgânicas.
Fica então a sugestão: faça os testes, registre os resultados numa planilha, tenha um responsável para conferir, datar e assinar quanto à aprovação da água e pronto! Você irá minimizar a possibilidade de erros devido ao uso de água inadequada, garantindo resultados seguros e a confiabilidade do laboratório, que é o mais importante.
Ah…e realizando o monitoramento periódico da qualidade físico-química da água, além de atuar com precaução a possíveis interferentes nos resultados, você ainda demonstra pros órgãos reguladores seu comprometimento com a qualidade da água atendendo a legislação de forma responsável.
No próprio site da ANVISA cujo o link está na transcrição deste áudio (portal.anvisa.gov.br/farmacopeia-virtuais) você tem acesso à Farmacopeia Brasileira. E se quiser saber mais sobre este ou qualquer um dos nossos produtos Bioclin, não deixe de entrar em contato conosco através dos nossos canais de atendimento bioclin.com.br ou através do nosso SAC 0800 031 5454. E mais uma vez, um bom trabalho a todos, e continuem acompanhando o Bioclin On Cast, o podcast do diagnóstico.