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#13 – Cálculo Renal

Fala comigo, Bioclientes!
Olá pessoal, tudo bem? Bom, nessa edição do seu Bioclin On Cast, eu vou falar sobre uma enfermidade que é muito comum, mas que pouca gente sabe o que provoca e muito menos sabe como evitar: são as urolitíases, que são mais conhecidas como “cálculos renais”, as famosas “pedras nos rins”.
Essas pedras, elas podem ter várias origens. As mais comuns são formados por Oxalato de Cálcio, que é um sal insolúvel, ou pode haver formações mistas de Oxalato e Fosfato de Cálcio. O oxalato é um derivado do ácido ascórbico, que é a Vitamina C, e parte dela é derivada do consumo de alguns alimentos como: chá, café, cacau, refrigerantes do tipo Cola, dentre outros.
Um outro fator que pode provocar a formação de cálculos renais é a alteração do pH da urina, que normalmente varia entre 6,0 e 6,5. Quando o pH fica abaixo desse valor, mais ou menos em torno de 5,0, o Ácido Úrico pode ficar menos solúvel e precipitar, principalmente se o paciente tiver uma dieta rica em alimentos que contém purinas como carnes, miúdos e bebidas alcoólicas. Além disso, ainda pode haver o surgimento de gota, que é justamente a deposição de ácido úrico nas articulações, e é também uma enfermidade muito dolorosa.
Agora, se o pH da urina estiver mais alcalino do que o normal, pode haver precipitação de estruvita, que é um fosfato misto de amônio e magnésio. Geralmente esse tipo de cálculo está ligado à infecção por microorganismos.
Às vezes pode haver formações de cálculos mistos, quando uma série de fatores provocam a deposição de cristais no trato urinário. Os cristais de cálcio ou de ácido úrico, eles podem provocar uma obstrução nos canais, e isso pode levar à infecção e ainda à deposição de sais de amônio.
O distúrbio hereditário também é outro fator que pode levar à formação de cálculos renais. Quando ocorre deficiência no transporte de aminoácidos, pode ser que haja deposição de cálculos de cistina.
Se você já teve ou conhece alguém que tem ou já teve cálculos renais, sabe que a dor provocada por elas é enorme, não é verdade? Os cálculos são minerais que se formam dentro da cavidade renal, numa região onde deveria haver somente a passagem de água. Quando eles são pequenos, podem ser expelidos pela urina durante a micção. Mas quando são muito grandes, elas só podem ser retiradas com processos mais complexos ou até cirurgias.
Mudar alguns hábitos alimentares pode evitar que essas “pedrinhas” incômodas venham aí atrapalhar a sua qualidade de vida. Em primeiro lugar, é muito importante beber bastante água todos os dias, e observar a alimentação. Evitar o excesso de carnes vermelhas, Vitamina C e refrigerantes do tipo Cola podem diminuir a formação desses cálculos. Mas mesmo quando eles se formam, se o paciente consegue expelir através da urina, a análise físico-química é de grande importância clínica pois auxilia na orientação preventiva de novas formações.
A Bioclin possui um kit para identificação de Cálculo Renal que permite a identificação segura dos cátions e ânions presentes na amostra. Com esse kit, é possível saber se o cálculo expelido é uma amostra que contém: Oxalato, Fosfato, Carbonato, Cálcio, Amônio, Magnésio, Cistina e Ácido Úrico. Isso tudo a partir de reações químicas muito simples, e totalmente visuais. A interpretação é imediata.
É importante que os analistas do laboratório entendam alguns conceitos. Os cálculos podem ser puros ou mistos. Nos testes em que se detecta um ânion, que é uma espécie com carga negativa, há necessidade de se encontrar um cátion, que é uma espécie com carga positiva. Os ânions possíveis de serem detectados são o Carbonato, o Fosfato e o Oxalato, e os cátions são o Cálcio, o Magnésio e o Amônio. Cistina e Ácido Úrico são interpretados de forma separada.
Deixa eu dar alguns exemplos de resultados: se você detectou Oxalato, Fosfato e Cálcio como positivos, e o restante como negativo, o cálculo é formado por Oxalato de Cálcio e Fosfato de Cálcio. Agora, se os testes positivos foram os de Fosfato, Amônio e Magnésio, o cálculo é de estruvita, que é esse fosfato misto de amônio e magnésio. Esses dois cátions, o amônio e o magnésio, vão sempre estar juntos. Se o resultado for positivo para um, também vai ser positivo para o outro, e se for negativo para um, também será negativo para o outro.
Agora mais algumas dicas: os resultados positivos para Oxalato sempre vão vir com resultados positivos para Cálcio, pois o oxalato só precipita com o cálcio para formar os cálculos. Mas pode ser que você encontre Cálcio e não encontre Oxalato, mas pode encontrar Fosfato. Isso quer dizer que o cálculo é formado por apatita, que é um tipo de fosfato de cálcio.
Quando o resultado positivo for pra Cistina, não é necessário achar estranho se não houver mais nenhum outro positivo. Por ser um aminoácido, a cistina não forma sais durante a formação dos cálculos. Se encontrar somente o Ácido Úrico, também não precisa achar estranho porque ele não forma cristais com outro cátion relevante para a análise.
Agora a gente deve lembrar sempre que: a avaliação final do paciente e o seu diagnóstico só devem ser dados pelo médico especialista, através da anamnese e outros exames auxiliares, não somente através da análise físico-química do cálculo renal.
Bom gente, esse kit é uma exclusividade da Bioclin, e para conhecer o jeito correto de executar sua técnica, acesse nosso vídeo explicativo no Youtube pelo link no descritivo desse áudio. (https://www.youtube.com/embed/7dZWd58cztM)
Agora para saber mais sobre este, ou qualquer outro de nossos produtos Bioclin, não deixem de entrar em contato conosco através dos nossos canais de atendimento: bioclin.com.br ou através do nosso SAC 0800 031 5454.
Então pessoal, um ótimo trabalho a todos, e continuem acompanhando cada vez mais o seu Bioclin On Cast – O podcast do diagnóstico.