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#15 – Creatinina Enzimática

Fala Comigo, Bioclientes!
Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o Gustavo, de volta mais uma vez com o nosso Bioclin On Cast. Hoje a gente vai falar sobre a importância da determinação da Creatinina nos exames de urina, quais são os métodos mais conhecidos e por quê a técnica enzimática passou a ser a melhor opção disponível no mercado.
Mas antes de começar, vocês sabem o que é a Creatinina? Ela é o anidrido da Creatina, que é gerada como produto final da degradação da Fosfocreatina.
Geralmente, a Creatina é convertida para Creatinina de forma espontânea, e numa taxa bem constante e regular. A concentração plasmática e a excreção urinária da Creatinina também são mantidos constantes, e por isso, a depuração da Creatinina, ou clearance, é um importante marcador biológico da TFG, a Taxa de Filtração Glomerular, que auxilia na avaliação do desempenho da função renal.
De forma geral, a Creatinina é mensurada em laboratório através do método de Jaffé. Esse método é baseado na reação da Creatinina com o Ácido Pícrico em meio alcalino, formando um complexo laranja-avermelhado. Só que o Picrato não é específico para Creatinina então, ele pode interagir com diversas outras substâncias presentes no sangue e na urina e isso pode levar a resultados alterados. Só pra dar um exemplo: o Picrato pode interagir com a Glicose, com o Ácido Ascórbico, com corpos cetônicos e até proteínas de forma geral. Isso leva a uma série de inconvenientes, não é verdade?
Mas então, como é que os desenvolvedores de reagentes para diagnóstico fazem para contornar essa falha? Bom, existem várias formas e uma delas é o método cinético. Para desenvolver esse método, foi necessário conhecer a natureza e o processo de formação dos complexos com o Ácido Pícrico que não são derivados da Creatinina. E a partir de alguns estudos, foi possível saber que a Creatinina forma complexos numa taxa de tempo diferente de outras substâncias. Dessa forma, em métodos automáticos, é possível detectar a formação do complexo Creatinina-Picrato analisando somente um período de tempo de reação específico.
Mesmo assim, o método de Jaffé ainda tem alguns inconvenientes. A dosagem de Creatinina Sérica, por exemplo, sofre interferência das proteínas do soro e por isso, ela é melhor detectada quando a calibração é feita com um padrão/calibrador também de matriz proteica.
O uso do reagente de Ácido Pícrico também exige que se tome muito cuidado com as tubulações dos equipamentos, e que sejam utilizados recipientes dedicados o quanto for possível, uma vez que ele cora várias superfícies muito facilmente. Como as concentrações dos reagentes também interferem diretamente na reação, é difícil fazer uma padronização pelo método de Jaffé.
Só que, já existem recomendações mundiais para que se priorize nos laboratórios essa padronização para minimizar as variações interlaboratoriais.
A metodologia definitiva é a IDMS, e ela emprega espectrometria de massa e diluição do isótopo. Mas pra rotina de análise, é conveniente garantir a rastreabilidade através do padrão do National Institute for Standards and Technology, o NIST.

O kit de Creatinina Enzimática da Bioclin, que é baseado na reação da Creatinina com Creatininase e Creatinase, seguido de uma reação de Trinder, surgiu como uma alternativa para contornar a variabilidade que ocorre com as técnicas anteriores. Essa metodologia é mais específica para Creatinina, não sofre interferência de proteínas do soro e é totalmente rastreável ao material de referência SRM 914 do NIST. Além disso, o método tem linearidade bem maior que as técnicas tradicionais. Enquanto o máximo de detecção pelo método de Jaffé chega a 10 mg/dL, o método enzimático detecta amostras de até 150 mg/dL. Essa linearidade reduz a necessidade de fazer diluição de amostras, principalmente aquelas com valor alto.

Os reagentes da Creatinina Enzimática também são menos corrosivos, o que significa que os equipamentos e as tubulações têm maior vida útil. Isso gera menor necessidade de manutenção, diminuindo também o custo da análise. Outra coisa interessante é que os reagentes são muito estáveis on board,  e não precisam ser constantemente recalibrados. Tudo isso diminui o consumo de reagentes com calibração , não é mesmo?

Bom gente, a necessidade de um programa de padronização da dosagem de Creatinina, é um debate mundial e recomendação inclusive do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dada a importância dessa análise para a avaliação correta das medidas de TFG. O conhecimento e a implementação de novas técnicas mais específicas é primordial e caminha em direção a essa padronização, priorizando melhores resultados e maior promoção de saúde social.
Para saber mais sobre o Programa de Padronização de Creatinina Sérica, consulte a página do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais cujo link vai na descrição desse áudio.
E para saber mais sobre a Creatinina Enzimática ou sobre quaisquer outros dos produtos Bioclin, não deixem de entrar em contato conosco, através dos nossos canais de atendimento: bioclin.com.br ou através do nosso SAC: 0800 031 5454. E continuem acompanhando o Bioclin On Cast, o podcast do diagnóstico.

Programa de Padronização de Creatinina Sérica: https://www.niddk.nih.gov/health-information/communication-programs/nkdep/laboratory-evaluation/glomerular-filtration-rate/creatinine-standardization